21/05/2019

Notícia/Lavras

Comissão de Ética investiga denúncia de compra de votos por vereador de Lavras, veja!

Foto: Reprodução EPTV

A Comissão de Ética da Câmara de Lavras vai investigar uma denúncia de compra de votos pelo vereador Ailton Magalhães Filho (PSDB). O parlamentar teria prometido cargos comissionados em troca de apoio durante as eleições passadas.

A denúncia foi feita pelas redes sociais quando o Darci Tavares compartilhou uma publicação com uma cópia de um documento assinado pelo vereador. No termo de compromisso, feito em agosto de 2016, pouco antes das eleições, Ailton se compromete a contratar Eliane Cristina França Britto Zemp , esposa de Darci, para um cargo comissionado. Em troca, o casal teria prometido votar no candidato.

Darci e a esposa trabalharam na prefeitura entre 2017 e 2018. Ambos não trabalham mais no Executivo. O aposentado afirma que o documento foi assinado por Ailton em um encontro entre os dois, em um local público.

"Numa confraternização, numa lanchonete, onde marcamos, ele assinou", disse o porteiro Darci Tavares.

O Cartório do 1º Ofício de Notas de Lavras afirmou à câmara que os selos de reconhecimento de firma da copia do documento apresentado são autênticos. Agora a comissão de ética do legislativo deve apurar se o conteúdo do termo é verdadeiro.

O presidente da comissão de ética, Carlos Lindomar (PSL), acredita que, se o documento original tiver esse conteúdo, o vereador pode ter feito compra de votos. Ele já pediu a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito. O documento de instauração da CPI já tem cinco de seis assinaturas necessárias.

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"Ele deixa claro um termo de compromisso de que, se você me ajudar na campanha, eu vou conceder um cargo comissionado, ou na câmara, ou na prefeitura e fato é que tanto a esposa do denunciante, quanto ele, foram nomeados pelo prefeito em cargos de confiança após as eleições. Deixou claro que o original do documento estaria em poder do prefeito", disse o vereador Carlos Lindomar.

O vereador Ailton Magalhães Filho agora tem até 10 dias para apresentar a defesa à câmara. O advogado de defesa diz que o vereador não assinou o documento apresentado pelo aposentado.

"Ele não compareceu e assinou na frente do tabelião, foi levado por um terceiro para reconhecimento por semelhança. Então foi aferido o cadastro dele com a assinatura que foi levada para se conferir, autenticar a semelhança apenas", disse o advogado Thiago Adão Constantino.

Em nota, a Prefeitura de Lavras afirmou apenas que não teve acesso a nenhum documento sobre a denúncia e disse que, por ser uma investigação interna da câmara, não vai se manifestar.

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